{"id":351,"date":"2020-04-19T19:16:22","date_gmt":"2020-04-19T22:16:22","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimopixel.com.br\/ibiuna-wp-en\/?p=351"},"modified":"2021-05-28T19:19:02","modified_gmt":"2021-05-28T22:19:02","slug":"sem-risco-inflacionario-e-com-fiscal-comprometido-economistas-defendem-juro-baixo-prolongado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ibiunainvest.com.br\/en\/sem-risco-inflacionario-e-com-fiscal-comprometido-economistas-defendem-juro-baixo-prolongado\/","title":{"rendered":"Sem risco inflacion\u00e1rio e com fiscal \u201ccomprometido\u201d, economistas defendem juro baixo prolongado"},"content":{"rendered":"<p>Economistas reduzem perspectiva para a Selic no pr\u00f3ximo ano; mercado ainda oferece oportunidades neste novo cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>S\u00c3O PAULO \u2013 A perspectiva de manuten\u00e7\u00e3o da taxa Selic em patamares baixos por maior per\u00edodo de tempo como est\u00edmulo \u00e0 retomada da atividade vem ganhando cada vez mais adeptos no mercado. Economistas t\u00eam defendido que o Banco Central (BC) adote uma postura mais agressiva na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria, sem se preocupar no momento com as implica\u00e7\u00f5es que a medida poderia ter na infla\u00e7\u00e3o, em meio a um novo cen\u00e1rio recessivo por conta da epidemia do coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>No\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/economia\/mercado-ve-retracao-de-196-do-pib-em-2020-e-reduz-projecao-para-a-selic-em-2021-pela-3a-semana\/\">relat\u00f3rio Focus<\/a>, divulgado semanalmente pelo BC, a proje\u00e7\u00e3o para a taxa b\u00e1sica de juros ao fim de 2021 est\u00e1 em trajet\u00f3ria de queda h\u00e1 tr\u00eas semanas e se situa atualmente no patamar de 4,5% ao ano, ante uma expectativa de 5,25% h\u00e1 um m\u00eas.<\/p>\n<p><iframe title=\"null\" src=\"https:\/\/e.infogram.com\/3bbd9c48-34ce-4f32-a2a8-f9943d1e0172?parent_url=https%3A%2F%2Fwww.infomoney.com.br%2Fonde-investir%2Fsem-risco-inflacionario-e-com-fiscal-comprometido-economistas-defendem-juro-baixo-prolongado%2F&amp;src=embed#async_embed\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>Para 2020, o Focus aponta a Selic em 3,25% ao fim do ano, com a perspectiva de mais um corte de meio ponto em maio.<\/p>\n<p><iframe title=\"null\" src=\"https:\/\/e.infogram.com\/3b53368c-0a52-4aa8-86f5-8d5417b1293e?parent_url=https%3A%2F%2Fwww.infomoney.com.br%2Fonde-investir%2Fsem-risco-inflacionario-e-com-fiscal-comprometido-economistas-defendem-juro-baixo-prolongado%2F&amp;src=embed#async_embed\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es que defendem a Selic mais baixa por um per\u00edodo prolongado, como UBS, Garde e Mau\u00e1, o espa\u00e7o fiscal do governo para combater a crise j\u00e1 est\u00e1 muito pr\u00f3ximo do limite, restando o afrouxamento monet\u00e1rio como principal alternativa para suavizar o baque do coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Para Rodrigo Azevedo, gestor da Ibiuna Investimentos e ex-diretor de pol\u00edtica monet\u00e1ria do BC, na reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) de maio, a tend\u00eancia \u00e9 termos um novo corte dos juros em 0,50 ponto percentual, renovando a m\u00ednima hist\u00f3rica para 3,25%.<\/p>\n<p>E n\u00e3o deve parar por ai. \u201cVejo a Selic entre 2,5% a 3%\u201d, disse Azevedo durante\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/onde-investir\/rodrigo-azevedo-socio-da-ibiuna-fala-sobre-oportunidades-e-riscos-para-os-investidores\/\">live<\/a>\u00a0do\u00a0<strong>InfoMoney<\/strong>\u00a0e da VRB, acrescentando que o patamar reduzido deve permanecer por muito tempo.<\/p>\n<p>Segundo Azevedo, em um cen\u00e1rio em que o BC est\u00e1 para afrouxar ainda mais a pol\u00edtica monet\u00e1ria, existe no momento certa distor\u00e7\u00e3o no mercado de juros futuros. \u201cAs apostas feitas pelos agentes na curva [de juros futuros] indica que o BC ir\u00e1 aumentar a taxa em cerca de 2,5 ponto percentual a partir de janeiro de 2021\u201d, afirmou o gestor da Ibiuba. \u201cH\u00e1 um excesso de pr\u00eamio com a curva nesses patamares, o que indica uma oportunidade de curto prazo no mercado de juros.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Desarranjo fiscal<\/h2>\n<p>Para Tony Volpon, economista-chefe do UBS no Brasil, as incertezas nos planos fiscal e pol\u00edtico do Brasil no pr\u00f3ximo ano d\u00e3o respaldo para a expectativa de maior pr\u00eamio de risco em 2021.<\/p>\n<p>Uma das d\u00favidas recai sobre um descontrole do endividamento. \u201cA d\u00edvida deve subir em 10% do PIB neste ano, gasto que considero aceit\u00e1vel dado o quadro, mas o que acontece depois disso? Vai adicionar mais 10%, vamos ver uma trajet\u00f3ria de queda ou voltaremos a ter reformas?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>A expectativa do UBS \u00e9 de que a Selic caia para 3% ao ano em 2020 e se mantenha neste patamar ao longo do pr\u00f3ximo ano para estimular a atividade, com uma infla\u00e7\u00e3o comportada, de 2,5%.<\/p>\n<p>Em linha com Volpon, o economista-chefe da Garde, Daniel Weeks, enxerga na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica fiscal do pa\u00eds um dos maiores riscos no mercado no momento.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o existe espa\u00e7o para nenhum tipo de motor fiscal para o ano que vem, uma vez que vamos chegar a uma rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida\/PIB pr\u00f3xima de 90%\u201d, diz Weeks, que tamb\u00e9m demonstra preocupa\u00e7\u00e3o com a sa\u00edda de Rodrigo Maia da presid\u00eancia da C\u00e2mara a partir de 2021. \u201cPor isso, vejo a queda dos juros como a \u00fanica op\u00e7\u00e3o que resta para acelerar a economia\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Autoridade questionada<\/h2>\n<p>A Garde prev\u00ea dois cortes da Selic em meio ponto percentual nas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es do Copom, renovando a m\u00ednima para 2,75% ao ano.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1, contudo, uma probabilidade razo\u00e1vel de o BC ter de levar a Selic para mais perto de 2%\u201d, diz Weeks, que n\u00e3o v\u00ea raz\u00f5es para a autoridade monet\u00e1ria manter o tom de cautela em seus discursos. \u201cA realidade acabar\u00e1 se impondo e o BC certamente ir\u00e1 agir\u201d, diz o economista, que defende a redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros para afrouxar minimamente as condi\u00e7\u00f5es financeiras das empresas.<\/p>\n<p>Alexandre \u00c1zara, economista-chefe da Mau\u00e1, tem um racioc\u00ednio parecido. \u201cH\u00e1 um falso dilema de que os juros n\u00e3o podem cair porque o c\u00e2mbio vai subir e pressionar a infla\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Os bancos centrais em diversos pa\u00edses est\u00e3o zerando suas taxas para estimular a atividade, e aqui n\u00e3o teria por que ser muito diferente dado o tamanho do problema, diz \u00c1zara. Ele prev\u00ea, entretanto, que a autoridade monet\u00e1ria acabe optando por uma estrat\u00e9gia mais conservadora.<\/p>\n<p>\u201cAcredito que o BC vai cortar mais 0,75 ponto percentual em maio, mas entendo que deveria ser muito mais\u201d, complementa o especialista. \u201cTem que cair porque nunca vimos uma recess\u00e3o desse tamanho, n\u00e3o em termos de dura\u00e7\u00e3o, mas de intensidade.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Rodrigo Mello, economista-chefe da Absolute, para que a meta de infla\u00e7\u00e3o em 2021 (3,75%) seja atingida ap\u00f3s uma contra\u00e7\u00e3o da ordem de 5% da atividade econ\u00f4mica, o Banco Central deveria levar a taxa b\u00e1sica de juros para um patamar \u201cmuito abaixo\u201d de 2,5% ao ano.<\/p>\n<p>Mas por conta de um receio da din\u00e2mica das condi\u00e7\u00f5es financeiras, Mello diz acreditar que o BC ser\u00e1 mais conservador. \u201cEles v\u00e3o testar. Achamos que, dada a incerteza, o BC n\u00e3o ser\u00e1 t\u00e3o agressivo e pare em 2,5% [em 2020].\u201d<\/p>\n<h2><\/h2>\n<h2>Falta de visibilidade<\/h2>\n<p>Um pouco mais cautelosa, a Claritas prev\u00ea, por ora, somente mais um corte de meio ponto percentual da Selic em maio. \u201cConcordamos com o gradualismo que o BC tem adotado na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria, j\u00e1 que o instrumento da Selic n\u00e3o pode ser enxergado de maneira isolada diante do grau de incerteza do cen\u00e1rio\u201d, diz Marcela Rocha, economista-chefe da gestora.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o h\u00e1 como saber com clareza qual ser\u00e1 o ritmo do fluxo de sa\u00edda de capital de emergentes e seu impacto potencial no c\u00e2mbio, o que impede uma postura mais assertiva neste momento, diz a economista, em defesa do tom moderado do BC em suas comunica\u00e7\u00f5es com o mercado. \u201cEssa postura n\u00e3o significa que o BC n\u00e3o reconhece a import\u00e2ncia da Selic, mas, sim, que a autoridade monet\u00e1ria busca ganhar algum tempo para entender as consequ\u00eancias da crise.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Fora do consenso<\/h2>\n<p>Se toda unanimidade \u00e9 de fato burra como dizia Nelson Rodrigues, nem todos s\u00e3o a favor da redu\u00e7\u00e3o dos juros para enfrentar a crise. \u00c9 o caso da SPX, gestora de Rog\u00e9rio Xavier.<\/p>\n<p>De olho na fuga de capitais das economias emergentes, a asset n\u00e3o considera recomend\u00e1veis cortes adicionais da taxa Selic, apesar de reconhecer que o cen\u00e1rio \u00e9 \u201cclaramente desinflacion\u00e1rio\u201d. Baratear ainda mais o custo do dinheiro poderia trazer mais press\u00e3o para a moeda americana, gerando turbul\u00eancias e poss\u00edvel desancoragem das expectativas de infla\u00e7\u00e3o, alerta a SPX.<\/p>\n<p>\u201cO choque atinge o pa\u00eds em situa\u00e7\u00e3o fiscal e pol\u00edtica fr\u00e1geis. O estoque de d\u00edvida bruta pode terminar o ano acima de 90% do PIB. O Banco Central tem um cen\u00e1rio complexo \u00e0 frente. De um lado, al\u00e9m da recess\u00e3o, o cen\u00e1rio de infla\u00e7\u00e3o \u00e9 benigno. Do outro, a piora fiscal, a fuga de capitais e a deteriora\u00e7\u00e3o da curva longa imprimem aperto nas condi\u00e7\u00f5es financeiras que cortes na Selic podem magnificar. O momento \u00e9 de cautela\u201d, destacou a gestora, em carta aos cotistas do multimercado SPX Nimitz referente a mar\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>De volta aos anos 80<\/h2>\n<p>Dado o ineditismo da crise, os economistas reconhecem dificuldades para fazer proje\u00e7\u00f5es, o que torna os cen\u00e1rios tra\u00e7ados bastante dissonantes. No UBS, considerando um cen\u00e1rio otimista, que englobaria uma reabertura da economia de maneira organizada, minimizando os danos da pandemia, o PIB teria uma retra\u00e7\u00e3o de 2% neste ano.<\/p>\n<p>No entanto, se fosse considerada uma contra\u00e7\u00e3o da atividade na casa dos 8% em 2020, a situa\u00e7\u00e3o fiscal ficaria insustent\u00e1vel, afirma Volpon. Neste cen\u00e1rio, diz, o Banco Central estaria enfrentando um dom\u00ednio fiscal dos juros e a taxa Selic teria que pagar um pr\u00eamio.<\/p>\n<p>\u201cSe o BC \u00e9 for\u00e7ado pelo mercado a adicionar pr\u00eamio de risco, vira um estado de domin\u00e2ncia fiscal e voltamos para os anos 80. Vai ter impacto na infla\u00e7\u00e3o, encurtamento da d\u00edvida e perdemos os ganhos do Plano Real\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O grande debate que, segundo Volpon, deveria estar sendo feito, \u00e9 sobre como e quando acontecer\u00e1 a reabertura da economia, a velocidade e os setores priorit\u00e1rios, como anunciado em pa\u00edses como Alemanha e Dinamarca.<\/p>\n<p>As estimativas do UBS est\u00e3o alinhadas \u00e0s do Credit Suisse, que tamb\u00e9m v\u00ea a taxa b\u00e1sica de juros em 3% a partir de junho at\u00e9 meados de 2021.<\/p>\n<p>\u201cRevisamos nossa estimativa para o IPCA de 2,7% para 2,2%, dada a expectativa que a contra\u00e7\u00e3o da demanda dom\u00e9stica ter\u00e1 um impacto mais forte do setor de servi\u00e7os, mais sens\u00edvel aos ciclos econ\u00f4micos\u201d, afirmou o banco su\u00ed\u00e7o em relat\u00f3rio, no qual apontou que a infla\u00e7\u00e3o benigna abre espa\u00e7o para corte adicional de juros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economistas reduzem perspectiva para a Selic no pr\u00f3ximo ano; mercado ainda oferece oportunidades neste novo cen\u00e1rio. 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